quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

The Story V



Os encontros de Luís e Ana são quase sempre combinados sem antecedência.

Este também não foi diferente.

Ana chega já perto das 19 horas, ainda o sol espreita no horizonte.

Ambos se dirigem para uma esplanada, que nada mais tem pela frente, senão o imenso mar com o sol já a esconder-se.

Um chá e um café, um abraço a muitos dias desejado, mas impossibilitado por vários motivos.

Em cada abraço Ana e Luís encontram uma paz e uma tranquilidade que há muito não encontravam. Em cada troca de olhares o carinho profundo que sentem um pelo outro, em cada beijo, perdem-se na imensidão do mar e da ternura.

Entre um gole de chá e um telefonema, ambos desabafam o seu dia a dia, complicado e cheio de pequenos problemas para irem resolvendo.

Levantam-se da esplanada e de mãos dadas vão passeando pelas montras, observando pequenas peças de joalharia.

Luís pergunta a Ana se esta com pressa…

Sem lhe revelar o destino final, entram no carro e dirigem-se a um local mistério.

Ana acelera enquanto Miguel lhe da a mão e troca pequenos carinhos.

Chegados ao Cabo da Roca, esta uma noite agradável, um pequeno cão, com aspecto de abandonado vem cumprimentar ambos.

Ambos acabam por se envolver em mais um momento de magia, num segundo estão colados um ao outro enquanto fazem amor de uma forma doce e selvagem ao mesmo tempo.

A noite continua, ambos vão jantar e Ana acaba por ter uma avaria no carro.

Mesmo a 30 Km de distancia e num momento menos bom, ambos conseguem manter-se em contacto e de algum modo irem se confortando.


Nota1: Luís sente-se de dia para dia mais apaixonado por Ana, gostava de a poder ajudar de um modo muito mais prático, mas ambos sabem que por vários motivos tal não é possível.


Nota Pessoal: Há momentos em que não sabemos o que pensar, em que apenas fechamos os olhos e deixamos as lágrimas correrem.

As incertezas são mais que muitas e os receios também.

Receio de que algo não corra bem.

Receio de não ser aceite pelos filhos de Ana

Receio até de perder Ana.

Engraçado como os sentimentos de uma personagem de ficção como o Luís se misturam com os de uma pessoa real, de carne e osso como o Miguel.

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